Em que doses?
O que me parece indicado é um subtil equilíbrio das duas necessidades conflituantes: fazer o mais cético, escrutínio de todas as hipóteses que nos forem apresentadas e, ao mesmo tempo, ter uma grande abertura a novas ideias. Se for apenas cético, as novas ideias não conseguirão penetrar-te. Nunca aprenderá nada de novo. Você se tornara um velho excêntrico, convencido de que as tolices governam o mundo (e, sem duvida, existem muitos dados para apoiar essa tese).
Por outro lado, se ficar aberto até ao extremo da credibilidade e não tiver um mínimo de cepticismo em si, não saberá distinguir as ideias uteis das que não têm qualquer valor. Se todas as ideias têm a mesma validade, está perdido, porque desse modo, a meu ver. nenhuma ideia terá validade.
Carl Sagan, “the Burden of Skepticism”, palestra em Pasadena, 1987
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