O que é Plâncton:
Plâncton é o nome dado ao conjunto de minúsculos organismos que vivem espalhados pela água doce ou marinha, integrando o ecossistema aquático. Os plânctons podem pertencer tanto ao reino animal como o vegetal (fotossintetizantes).
Significado de Plâncton
Plancton ou plankton , do grego ¨ plagktos¨, que significa
¨errante¨, é o conjunto de algas microscópicas, protozoá-
rios, etc, que vivem nas águas dos mares, a uma profun-
didade nunca superior à 200 metros e que serve de ali-
mento para os cetáceos.
Estes seres não apresentam capacidades de locomoção, por este motivo o seu transporte é feito predominantemente através das correntezas das água, por exemplo.
Esses minúsculos seres vivos possuem um importante papel na cadeia alimentar, uma vez que são fonte de alimento para vários peixes e demais animais aquáticos.
Etimologicamente, a palavra plâncton se originou a partir do grego plagktós, que pode ser traduzido como “errante” ou “instável”.
Fitoplâncton e Zooplâncton
Os grupos de plânctons constituídos por algas planctónicas e cianobactérias são chamados de fitoplânctons, e, como outras plantas, produzem a fotossíntese.
O fitoplâncton ainda tem outro importante papel para a manutenção da vida na Terra: a produção de oxigênio. Grande parte deste gás, essencial para os seres vivos, é produzido pelos plânctons que vivem nos oceanos, rios e lagos, por exemplo.
Já os pequenos animais, como crustáceos minúsculos e larvas de insetos, por exemplo, estão classificados como zooplânctons.
Os zooplânctons ainda são classificados de acordo com o tempo em que vivem como plânctons. Por exemplo, os seres que vivem sempre nessa condição são chamados de holoplâncton ou zooplâncton permanente. Já os que passam apenas uma fase como plâncton (larvas de insetos, por exemplo), são c
Plâncton
Quando pensamos em plâncton, a primeira coisa que nos vem à mente são aqueles incontáveis microorganismos que vivem em suspensão nas águas dos mares e oceanos. Agora vem uma pergunta. Será que é isso mesmo? Será que esse conceito está certo? A resposta é: parcialmente. Vamos à origem da palavra. Plâncton vem do grego plágchton, que significa “errante”. Trocando em miúdos, organismos planctónicos são aqueles que independente de seu tamanho possuem pouca ou nenhuma capacidade de locomoção, o que faz com que sejam carregados passivamente pelas forças imprimidas pelas correntes, ondas e ventos. É verdade que o plâncton, na sua avassaladora maioria, é formado por seres diminutos ou microscópicos. Porém, restringir o significado do termo a eles, como vimos, está longe de ser correto. O fato é que também existem organismos planctónicos muito grandes. Um exemplo são as medusas. Algumas delas são realmente enormes, podendo passar de três metros de diâmetro e que não por isso deixam de fazer parte do grupo. O que impera, no caso delas, é sua ineficiente capacidade de natação, o que, por sua vez, faz com que sejam arrastadas mares e oceanos afora e adentro ao sabor dos rumos e movimentos das massas de água. Zooplâncton e fitoplâncton O plâncton está dividido em dois grandes grupos: zooplâncton e fitoplâncton. Fazem parte do zooplâncton os organismos de origem animal. Entre eles, no que diz respeito às criaturas muito pequenas, encontram-se diversas espécies de protozoários e de minúsculos crustáceos, vermes, algumas espécies de moluscos e uma multidão de larvas de quase toda sorte de criaturas marinhas. Já entre os grandes, assim como para as medusas, vale também um destaque para as caravelas-portuguesas, hidrozoários que vivem sustentados na superfície através de uma espécie de bolsa ou câmara de ar. Esta câmara o pneumatóforo permite que, além das correntes, a caravela também seja impulsionada pela força dos ventos. Seus tentáculos, extremamente urticantes, quando estendidos podem tranquilamente passar de uma dezena de metros de comprimento. O fitoplâncton é constituído por vegetais. Entre os microscópicos, destacam-se as diatomáceas. Além de sua grande importância se dever ao fato de constituírem a base da cadeia alimentar nos oceanos, estas microalgas são responsáveis pela emissão da maior parcela do oxigênio produzido em nosso planeta infinitamente mais do que o que vem das florestas terrestres. E em se tratando de fitoplanctontes de grandes dimensões, quem não ouviu falar do célebre Mar de Sargaços? Pois é. Os tais sargaços são algas que atingem dezenas de centímetros de comprimento e que crescem em águas oceânicas, mantendo-se na superfície graças a várias vesículas cheias de ar espalhadas por seus talos. Mar pra cá, oceano pra lá… mas afinal, existem organismos planctônicos em águas salobras, lagos e rios? Claro que sim. Restringir o plâncton à água salgada seria tanta injustiça quanto limitá-lo apenas aos organismos microscópicos. Tanto existem que até mesmo receberam classificações específicas: Limnoplâncton = plâncton de águas doces Hifalmiroplâncton = plâncton de águas salobras Haloplâncton = plâncton de águas salgadas E tem mais: O plâncton também não está restrito apenas à tona ou a suas proximidades, como é possível se imaginar. Na verdade, os organismos planctônicos que constituem a maior biodiversidade para um grupo de criaturas em um determinado ambiente (no caso, o meio líquido) no planeta estão distribuídos através de toda a coluna d´água, desde a superfície até o fundo.
Plâncton
Os oceanos, rios e lagos do nosso planeta são povoados por uma imensa diversidade de seres vivos de reduzidas dimensões e pertencentes aos mais diversificados grupos biológicos. Constituem o chamado plâncton e caracterizam-se por flutuarem passivamente, arrastados pelas correntes ou outros movimentos da água. Alguns deles possuem órgãos locomotores que lhes permitem deslocar-se por curtas distâncias, mas nenhum consegue vencer os movimentos da água. Por oposição, os animais que nadam ativamente compõem o Nécton (de que fazem parte a maior parte dos invertebrados, os peixes, répteis e mamíferos). O Plâncton pode dividir-se em: fitoplâncton e zooplâncton. Plâncton Vegetal ou Fitoplâncton Plâncton Composto por uma grande diversidade de seres vegetais que, tal como as plantas e algas, conseguem realizar a fotossíntese, ou seja, graças à presença de pigmentos especiais, em particular a clorofila, conseguem captar a energia do sol para produzirem o seu próprio alimento a partir de dióxido de carbono e sais minerais. São por isso chamados produtores. São as algas unicelulares que compõem basicamente o fitoplâncton. Um dos grupos mais abundantes são as diatomáceas, de formas muito variadas e formando por vezes colônias. Diferem das outras algas por possuírem uma parede celular de sílica e apresentarem uma cor acastanhada. Outro grupo importante são os flagelados, assim designados por possuírem um flagelo, ou seja, um pequeno apêndice locomotor. Os dinoflagelados (2 flagelos) constituem o 2º grupo mais importante do fitoplâncton e aparecem por vezes em grandes concentrações, constituindo as conhecidas “marés vermelhas”, frequentemente tóxicas. O fitoplâncton constitui a principal fonte de produção de matéria orgânica na água, dele dependendo todos os outros animais (herbívoros ou carnívoros). Constitui na realidade a Base da Vida. O zooplâncton por sua vez, constitui o elo principal entre o fitoplâncton e os animais marinhos de maiores dimensões. Na realidade o fitoplâncton serve de alimento ao zooplâncton; este por sua vez vai ser comido por animais de maiores dimensões (peixes, crustáceos, etc…), os quais serão ingeridos por animais ainda maiores. Estabelece-se assim uma Cadeia Alimentar baseada em complexas relações alimentares entre os diferentes animais e plantas. As grandes baleias oceânicas, por exemplo, alimentam-se diretamente de zooplâncton que retiram da água por filtração, com a ajuda das suas longas barbas. O zooplâncton inclui um número elevado de animais de dimensões e formas diversas, pertencentes aos mais variados grupos zoológicos. Alguns são unicelulares, ou seja, compostos por uma só célula. Os crustáceos constituem uma parte importante do zooplâncton, de que fazem parte, em alguns casos, durante toda a vida. Em outros casos são planctónicos apenas durante o estado larval, passando a fazer parte do nécton quando adultos, como por exemplo as lagostas, ou os caranguejos. Os ovos e larvas da grande maioria dos peixes fazem parte do plâncton.
Plâncton
O único meio eficaz de defesa para os seres vivos que vivem em pleno oceano é tornarem-se invisíveis aos olhos dos predadores. Por esta razão, a maior parte dos organismos que formam o plâncton são transparentes, sendo muito difícil detectá-los dentro de água. Algumas espécies são bioluminescentes, ou seja, brilham na escuridão das profundezas, utilizando esta capacidade para afugentarem predadores ou atraírem parceiros sexuais. Por outro lado, a forma dos seres planctónicos é extremamente curiosa, apresentando geralmente espinhos ou outros apêndices muito longos. As comunidades de plâncton flutuam passivamente nos oceanos, sendo arrastadas pelas correntes de ressurgência e outros movimentos da massa de água, registrando assim movimentos laterais passivos. No entanto, o Plâncton realiza movimentos ou migrações verticais ativas, diariamente ou sazonalmente. Na realidade, ao entardecer uma grande quantidade de animais planctónicos sobe das profundezas onde vive normalmente (entre os 200 m e os 500 m) e sobe até à superfície, para se alimentar do fitoplâncton que aí vive. Ao amanhecer regressam à profundidade, permanecendo na escuridão ou penumbra. Pensa-se que esta é uma forma de proteção contra os predadores que abundam à superfície durante o dia.
Fonte: www.geocities.com
O plâncton é o termo utilizado para o conjunto de organismos adaptados a vida no espaço tridimensional da coluna de água e que apresentam mobilidade restrita. O plâncton está presente tanto em ambientes límnicos (de água doce) como marinhos. Um peixe como a tainha, embora viva na coluna de água, não esta incluído no conjunto plâncton por apresentar a capacidade de natação. As águas vivas ou mãe d´água, por exemplo estão incluídas no zooplâncton (animais). No zooplâncton estão diversos grupos de animais, como protozoários, crustáceos, moluscos, cnidários, anelídeos e outros. Ainda existem o bacterioplâncton (bactérias) e virioplâncton (vírus) e outros. Esta classificação considera a o grupo de organismos. Uma outra, considera o tamanho, e os classifica em: fitoplâncton (0,02-0,2 µm), pico plâncton (0,2 – 2 µm), nanoplâncton (2,0 – 20 µm), microplâncton (20 – 200 µm), meso plâncton (0,2 – 20 mm), macroplâncton (2 – 20 cm), mega plâncton (20 – 200 cm). (um micrômetro – µm é igual a 0,001 mm). Minúsculas algas unicelulares, que as vezes formam colônias, com mobilidade bastante reduzida, formam o fitoplâncton (vegetais). Os organismos do fitoplâncton possuem clorofila e outros pigmentos e, com os vegetais terrestres, são capazes de fazer fotossíntese. Estas características os tornam essenciais para vida no mar, uma vez que são a base da cadeia trófica aquática. Por exemplo, o fitoplâncton, como um vegetal, é o principal alimento do zooplâncton herbívoro. Estes, por sua vez, servem de alimento para os peixes zooplanctófagos – sardinha, que por sua vez podem servir de alimento a peixes maiores, predadores, como o atum. Embora muito pequenos, o fitoplâncton pode se movimentar ativamente na água. Além da matéria orgânica, o fitoplâncton também é responsável pela produção de oxigênio. O gás oxigênio, em vez de ser liberado diretamente para a atmosfera, como fazem os vegetais terrestres, é liberado na forma dissolvida na água. O oxigênio dissolvido na água é utilizado para respiração de peixes e outros organismos que vivem no mar. Conforme o grau de saturação, que depende da salinidade, temperatura, pressão e outros fatores, o oxigênio produzido pelo fitoplâncton passa da água para a atmosfera. De fato, considera-se que os oceanos sejam responsáveis por grande parte do oxigênio produzido na terra, tornando o fitoplâncton organismos essenciais não só aos ambientes aquáticos. Da mesma forma, postula-se que o gás carbônico fixado pelo fitoplâncton e retirado da atmosfera pela fotossíntese contribua para a diminuição do efeito estufa causado pela poluição. Como outros organismos fotossintéticos, o fitoplâncton depende da disponibilidade de luz e nutrientes dissolvidos na água, tais como: fósforo, nitrogênio, ferro, silício e outros. Desta forma, a maior produtividade dos oceanos esta associada a disponibilidade de nutrientes e luz. As áreas mais produtivas e ricas em biomassa dos mares se encontram junto a superfície da coluna de água, em zonas ricas em nutrientes. Em certas ocasiões, devido a condições favoráveis, o fitoplâncton pode se multiplicar rapidamente e crescer excessivamente em número. As células se dividem com velocidade, de forma exponencial e em pouco tempo podem somar vários milhares por litro. A água se transforma em um “caldo” repleto de organismos microscópicos. Uma boa notícia é que, em consequência do crescimento, existe grande fartura de alimento que está disponível para ser incorporado ao longo da cadeia trófica. O crescimento excessivo, ou floração, é algo semelhante ao que ocorre em uma piscina quando não é adicionado nenhum herbicida, como o cloro, por exemplo. Nestas ocasiões, a água toma a cor dos organismos microscópicos que nela estão em abundância. Se os organismos são verdes, a água se torna verde. Às vezes a presença de organismos pode dar uma tonalidade esbranquiçada ou marrom à água, como a cianobactéria Trichodesmium ou parda, como no caso da acumulação de diatomáceas na zona de arrebentação de certas praias. Se os organismos têm coloração vermelha, como o ciliado autotrófico Mesodinium rubrum ou certos dinoflagelados, a água se torna vermelha. Este fenômeno é conhecido como maré vermelha. O termo maré vermelha tem sido substituída por florações de algas nocivas (FAN), uma vez que nem sempre a tonalidade da água com florações é vermelha.
Maré vermelha Fonte: www.cttmar.univali.br
O plâncton e sua importância no ambiente marinho Plâncton O plâncton (do grego ‘plágchton’, errante) é constituído por aqueles organismos incapazes de manter sua distribuição independentemente da movimentação das massas de água. É composto basicamente por microalgas (fitoplâncton), animais (zooplâncton), protistas (proto zooplâncton) e organismos procariontes autótrofos e heterótrofos (bacterioplâncton). Os organismos planctónicos são geralmente pequenos; muitos, microscópicos. Mas há exceções, como alguns cefalópodes, eufausiáceos e taliáceos, que podem atingir vários centímetros de comprimento (Omori & Ikeda, 1984). De um modo geral, quer seja devido ao pequeno tamanho, quer seja pela relativa baixa capacidade de natação, os organismos do plâncton ficam à deriva, à mercê da movimentação das águas como as correntes marinhas. Muitos organismos do zooplâncton, porém, realizam migrações verticais diárias, apresentando, assim, algum controle de sua ocorrência vertical, mas são incapazes de controlar sua distribuição horizontal, que é determinada pela dinâmica da movimentação das massas de água. Os animais, tais como os peixes, com capacidade de natação para manter sua posição e mover-se contra a corrente são denominados de “necton”. Mas nem sempre a separação entre plâncton e necton é tão evidente. Por exemplo, as larvas e juvenis da maior parte dos peixes ósseos são parte importante do plâncton. Por outro lado, alguns zooplânctones grandes, como certos eufausiáceos que se agregam em grandes cardumes, poderiam ser considerados como “micronecton” (Parsons et al., 1984). Em seu conjunto, o plâncton é de vital importância para os ecossistemas marinhos, pois representa a base da teia alimentar pelágica nos oceanos e mudanças em sua composição e estrutura podem ocasionar profundas modificações em todos os níveis tróficos. A comunidade planctónica apresenta um caráter muito dinâmico, com elevadas taxas de reprodução e perda, respondendo rapidamente às alterações físicas e químicas do meio aquático e estabelecendo complexas relações intra e interespecíficas na competição e utilização do espaço e dos recursos (Valiela, 1995). Variações no regime meteorológico, características geomorfológicas regionais e os impactos antropogénicos nas áreas costeiras, estabelecem, em conjunto, o regime hidrográfico particular de cada região e, consequentemente, as características taxonómicas e a dinâmica espaço temporal de suas comunidades planctónicas (Brandini et al., 1997). Grande parte dos organismos bentónicos e dos peixes teleósteos, incluindo a maioria dos recursos importantes economicamente, possuem ovos e larvas planctónicos. O potencial de explotação desses recursos depende, em última análise, diretamente do que ocorre durante a fase planctónica, pois nela se desenvolvem as etapas mais frágeis e críticas de seus ciclos de vida (Hempel, 1979; Kendall et al., 1984). Fitoplâncton
O fitoplâncton é o principal produtor primário dos oceanos, fixando pela atividade fotossintética na zona eufótica, a matéria orgânica inicial que permitirá o funcionamento da quase totalidade das teias alimentares marinhas. É constituído de microalgas unicelulares (raras são filamentosas) pertencentes a mais de uma dezena de classes, dentre as quais quatro predominam quantitativamente: Diatomophyceae (diatomáceas), Dinophyceae (dinoflagelados), Prymnesiophyceae (cocolitoforídeos) e Cryptophyceae (criptomónadas). As diatomáceas e os dinoflagelados são encontrados tanto em regiões costeiras quanto oceânicas, ao passo que os cocolitoforídeos são mais comuns em águas oceânicas e as criptomónadas em regiões costeiras (Parsons et al., 1984). Ao longo da plataforma continental brasileira também são frequentes, além dos quatro grupos já mencionados, algas das classes Prasinophyceae (prasinomónadas) e Chlorophyceae (algas verdes) (Brandini et al., 1997). Apesar de clorofiladas e de realizaram a fotossíntese, as cianobactérias (algas cianofíceas) serão consideradas como bacterioplâncton no presente levantamento. Em algumas situações especiais quando as condições de luz, nutrientes e reduzida dispersão favorecem o crescimento algal, ocorrem verdadeiras explosões populacionais de algumas espécies oportunistas, formando os “blooms” de fitoplâncton. Nesses eventos, a concentração de algas chega a atingir dezenas e centenas de milhões de células por litro de água e, dependendo da espécie, podem formar grandes manchas visíveis a olho nu, muitas vezes com coloração avermelhada e daí a denominação dessas formações de “maré vermelha”. Essas ocorrências são comuns e sazonais nas regiões temperadas, constituindo-se em elos importantes na cadeia de produção biológica. Entretanto, quando as espécies oportunistas são produtoras de toxinas, esses florescimentos podem ser catastróficos para o ecossistema e representar sérios riscos para a saúde humana. Uma dessas toxinas, a saxitoxina, produzida pelos dinoflagelados dos gêneros Alexandrium, Pyrodinium e Gymnodinium, apresenta ação neurotóxica no homem, podendo ser 50 vezes mais letal que a estriquinina e 10.000 vezes mais mortal que os cianetos (Anderson, 1994). Nos estudos de fitoplâncton é bastante utilizada uma classificação que é de grande utilidade prática, baseada numa escala de tamanhos. Assim, são considerados como picoplâncton os organismos com tamanho entre 0,2 a 2,0 m m; nanoplâncton, entre 2,0 e 20 m m e microplâncton, entre 20 e 200 m m (Sieburth et al., 1978 apud Parsons et al., 1984). A dominância numérica do nanoplâncton é uma característica associada a áreas oligotróficas (Riley, 1957; Brandini, 1988), ao passo que células maiores do microplâncton prevalecem em águas mais ricas em nutrientes. A estrutura da comunidade fitoplanctónica pode estar relacionada com a profundidade da camada de mistura. Na região antártica, por exemplo, águas muito estratificadas favorecem o crescimento das diatomáceas, ao passo que em águas mais profundamente misturadas há dominância de Phaeocystis antarctica (Arrigo et al., 1999), do grupo dos cocolitoforídeos. Considerando que as diatomáceas são menos eficientes que P. antarctica na transferência de dióxido de carbono (CO2) atmosférico para os oceanos e caso se confirme a tendência a uma maior estratificação oceânica devido ao aumento da temperatura global, a capacidade da comunidade fitoplanctónica de absorver o excedente de gás carbônico atmosférico estaria dramaticamente reduzida (Arrigo et al., 1999).
Zooplâncton
O zooplâncton abrange a porção animal (metazoários) do plâncton. Os mais numerosos são os crustáceos e dentre estes, principalmente, os copépodes (Parsons et al., 1984). No entanto, praticamente todos os filos de invertebrados marinhos estão representados no zooplâncton, ao menos durante alguma etapa do ciclo de vida (Nibakken, 1993). O zooplâncton pode ser dividido em dois grupos básicos: o holoplâncton, que inclui aqueles que passam todo o ciclo de vida no plâncton; e o meroplâncton, que engloba os ovos, larvas e juvenis daqueles organismos cujos adultos fazem parte ou de comunidades benticas ou nectónicas. Os principais representantes do holoplâncton são, além dos copépodes, outros crustáceos como eufausiáceos, cladóceros, misidáceos e ostrácodes; os urocordados filtradores como as apendiculárias e salpas; e predadores como as hidromedusas e os quetognatos (Levinton, 1982; Nibakken, 1993). Dentre os representantes do meroplâncton, os principais são as larvas de moluscos, crustáceos, poliquetas e equinodermas. O percentual de espécies de invertebrados do bentos que possuem larvas planctónicas aumenta nas regiões tropicais (Levinton, 1982). Nessas regiões, estima-se que até cerca de 70% dos invertebrados bentónicos produzam larvas livre-natantes (Thorson, 1950 apud Levinton, 1982). Um componente do meroplâncton de grande importância ecológica e econômica é o representado pelos ovos e larvas de peixes, o ictioplâncton. Os copépodes constituem-se num elo fundamental na teia alimentar pelágica. É o maior grupo da fauna planctónica, sendo o principal elo na passagem da produção fitoplanctónica para os demais níveis tróficos. Possuem tamanhos que variam de menos de um a vários milímetros de comprimento. Apresentam variada gama de hábitos alimentares, em que além das espécies herbívoras, ocorrem também as onívoras e as carnívoras. Estas últimas são capazes de predar, inclusive, larvas de peixes. Por outro lado, os copépodes formam um dos principais alimentos de peixes planctófagos e os estágios larvais dos copépodes (náuplios e copepoditos) representam uma fonte de alimentos fundamental para as larvas e juvenis do ictioplâncton (Cushing, 1977).
Ictioplâncton
O ictioplâncton é a parte do zooplâncton que inclui os ovos e larvas de peixes. Tal separação se justifica pela presença expressiva desses estágios nas amostras de plâncton, uma vez que a grande maioria dos teleósteos marinhos está presente no plâncton durante as fases iniciais do ciclo de vida (Nikolsky, 1963; Ahlstrom & Moser, 1981). Em nenhum outro momento e ambiente que não durante a fase planctónica, é possível encontrar juntas, tantas espécies de peixes cujos adultos têm os mais diferentes tamanhos, hábitos alimentares e habitats. Além dessa grande relevância ecológica, o estudo do ictioplâncton é também de fundamental importância econômica no contexto da atividade pesqueira. Os levantamentos quali-quantitativos do ictioplâncton são fundamentais para se entender o papel dos ovos e larvas na teia alimentar pelágica; para indicar locais e épocas de desova; para a elucidação do recrutamento de indivíduos jovens à população dos adultos; para as estimativas do potencial pesqueiro de uma dada região e para a otimização dos níveis de explotação de espécies comercialmente importantes (Hempel, 1974; Larkin, 1978; Alderdice, 1985). As principais causas de mortalidade do ictioplâncton são a inanição e a predação (Hunter, 1976; Houde & Taniguchi, 1979), ou seja, para sobreviver, a larva precisa encontrar o alimento certo, na hora certa e na quantidade adequada e não estar na hora errada, frente a um potencial predador. No balanço entre esses eventos reside o elo mais frágil de todo o ciclo de vida das populações de teleósteos marinhos. Para a atividade pesqueira, é de grande importância ter estimativas das relações entre o tamanho de uma população desovante com a futura população de juvenis que recrutam ao estoque a ser pescado. Uma determinação mais precisa desta relação depende fundamentalmente de um conhecimento da mortalidade e crescimento durante os estágios larvais, pois o que ocorre durante essas fases é determinante do recrutamento (Hunter, 1976) e este, por sua vez, determina o potencial e os limites da explotação pesqueira (Hunter, 1976; Laurence, 1981).
Protozooplâncton
O protozooplâncton é constituído pelos heterótrofos unicelulares, apresentando uma composição taxonómica muito diversificada. É formado por ciliados aloricados e loricados (tintiníneos), foraminíferos, radiolários e também vários gêneros de dinoflagelados heterótrofos e nanoflagelados bacteriófagos. Segundo Sorokin (1981 apud Cordeiro, 1995), os tintiníneos aloricados são os organismos mais comuns do protozooplâncton, mas a maioria é perdida durante os processos clássicos de fixação das amostras. De um modo geral, apresentam tamanhos entre 5 e 200 m m, exibindo uma grande variedade de relações tróficas, desde a predação e fagotrofia até a digestão externa de suas presas ou de seus próprios predadores (Turner & Roff, 1993). Alguns flagelados heterótrofos são capazes, inclusive, de assimilarem diretamente polissacarídeos dissolvidos na água (Sherr, 1988). Esses protistas, tradicionalmente incluídos no zooplâncton, são agora considerados separadamente depois do reconhecimento de seu grande papel na teia alimentar microbiana associada à “alça microbiana” (Sherr et al., 1986; Sherr & Sherr, 1988). Na alça regenerativa ou microbiana, o papel do protozooplâncton se restringe à predação sobre as bactérias (Pomeroy, 1974; Azam et al., 1983), mas na verdade, as relações tróficas envolvendo os protistas são muito mais abrangentes e complexas, daí o estabelecimento do conceito mais geral de teia trófica microbiana (Sherr & Sherr, 1988; Turner & Roff, 1993). Apesar do reconhecimento da importância do protozooplâncton no balanço final das transferências tróficas para o zooplâncton, existem ainda muito poucos dados quantitativos e de um modo geral, são ainda precários os conhecimentos sobre o protozooplâncton (Berman & Stone, 1994). Bacterioplâncton No caso do ambiente marinho, o termo microorganismo tem uma abrangência taxonómica mais ampla que o usual e inclui desde vírus até micro-metazoários, passando pelas bactérias heterotróficas, cianobactérias, protistas, microalgas e fungos (Stanier et al., 1971). No presente trabalho, serão relacionadas como bacterioplâncton as cianobactérias que, apesar de clorofiladas, são bactérias e também espécies de fungos e leveduras. A visão tradicional sobre a importância das bactérias nos ecossistemas marinhos enfatiza a decomposição da matéria orgânica e a remineralização dos nutrientes nos processos biogeoquímicos. As bactérias utilizam cerca da metade da matéria orgânica produzida pelo fitoplâncton (Bidle & Azam, 1999) e estudos recentes mostram que as bactérias podem acelerar dramaticamente a dissolução das carapaças de sílica das diatomáceas, tendo assim papel crucial no controle da produtividade do fitoplâncton e da reciclagem e utilização de sílica e carbono nos oceanos (Bidle & Azam, 1999). Além da fundamental importância nos ciclos biogeoquímicos, as bactérias podem ter também participação expressiva na assimilação de matéria orgânica dissolvida e na transferência de carbono orgânico particulado para os níveis tróficos superiores, através da alça microbiana (Pomeroy, 1974; Azam et al., 1983; Sherr & Sherr, 1988). Espécies de alguns gêneros de cianobactérias, tais como Trichodesmium e Microcoleus são capazes de fixar o nitrogênio molecular (Bold & Wyne, 1978; Rippka et al., 1979) dissolvido na água do mar. Esta fonte de nitrogênio pode ser de grande importância em certos ambientes oligotróficos (Brandini et al., 1997). Estudos recentes mostram também que as bactérias têm importante papel na formação de agregados de detritos orgânicos e inorgânicos, a “neve marinha” (Berman & Stone, 1994; Rath et al., 1998), uma importante fonte de matéria orgânica para a própria comunidade planctónica (Shanks & Walters, 1997; Dilling et al., 1998) e também para os ecossistemas do bentos, sendo fundamental para algumas comunidades, como as de regiões abissais (Honjo, 1997). Afora as cianobactérias, os principais gêneros de bactérias presentes nos mares são: Micrococcus, Sarcina, Vibrio, Bacillus, Bacterium, Pseudomonas, Corynebacterium, Spirillum, Mycoplana, Norcardia e Streptomyces (Wood, 1965 apud Parsons et al., 1984). Plâncton e hidrografia A composição específica, a estrutura da comunidade, a dinâmica, a produção e a biomassa do plâncton dependem diretamente das características hidrográficas das massas de água e de suas variações regionais e sazonais. De um modo geral, nos mares de regiões tropicais, podem ser identificadas três grandes camadas de água superpostas: uma camada superior da zona eufótica, onde a luz é abundante, mas os nutrientes são limitantes devido ao consumo pelo fitoplâncton e a baixa taxa de reposição; uma camada intermediária, ou a camada inferior da zona eufótica, na qual a luz passa a ser limitante pela profundidade, mas onde há maior disponibilidade de nutrientes pela remineralização e por difusão molecular a partir de águas profundas; e uma camada afótica, com grande disponibilidade de nutrientes, mas sem luz para o processo fotossintético. Nos mares tropicais, essas três camadas encontram-se normalmente estratificadas devido a grande estabilidade térmica e a formação de uma barreira hidrodinâmica, a termoclina, que dificulta a ocorrência de processos significativos de mistura e, consequentemente, de enriquecimento das águas da zona eufótica. Somente em situações especiais dependentes dos regimes de ventos, da linha de costa e da topografia do fundo podem ocorrer o fenômeno da ressurgência, que é a ascensão de águas profundas para a camada superficial, trazendo os nutrientes necessários para o crescimento do fitoplâncton na zona eufótica, e possibilitando, consequentemente, também o aumento na produção dos demais níveis tróficos. Em regiões oceânicas afastadas da costa, além da quebra da plataforma continental, as ocorrências de fertilizações das camadas superficiais só ocorrem nas divergências equatoriais ou em ressurgências de borda da plataforma continental (Brandini, 1990; Brandini et al., 1989; Matsuura, 1990), provavelmente associados a vórtices frontais resultante do deslocamento de filamentos (“streamer”) de grandes correntes, como a Corrente do Golfo (Pietrafesa et al., 1985) ou da Corrente do Brasil (Pires-Vanin et al., 1993). Podem ocorrer também ressurgências nas proximidades de bancos submersos e de ilhas oceânicas, dependendo da topografia de fundo e do regime de ventos. Já na região costeira, mais rasa, o enriquecimento da zona eufótica ocorre pela regeneração bentica e ressuspensão dos sedimentos pela turbulência das águas (ventos, correntes de maré, ondas); pela contribuição continental nas proximidades de estuários e desembocaduras de grandes rios e também em fenômenos de ressurgências costeiras como as que ocorrem na região de Cabo Frio (RJ) (Silva, 1973; Valentin, 1989). O padrão geral de circulação na plataforma continental brasileira é composto por Correntes do Contorno Oeste, como parte do Giro Subtropical Anticiclónico do Atlântico Sul, onde, por ação conjunta dos ventos alíseos e do movimento de rotação da Terra, ocorre um deslocamento e acúmulo de água ao longo do lado oeste da bacia do Atlântico, do qual faz parte a costa brasileira. Esse grande caudal que flui da África em direção ao Brasil é chamado de Corrente Sul-Equatorial e atinge a região da plataforma continental brasileira aproximadamente no seu ponto mais oriental, na altura do litoral da Paraíba. A partir desse ponto, ela se bifurca em dois ramos principais: um que flui para a direção Noroeste, formando a Corrente Norte do Brasil e outro que flui em direção Sul-Sudoeste e forma a Corrente do Brasil. Essas duas correntes apresentam águas com temperatura (>20o C, podendo atingir 29o C no verão) e salinidade (>36,40) elevadas (Miranda, 1982) e muito pobres em nutrientes, tornando as regiões oceânicas sob suas influências com baixa produtividade biológica. A Corrente Norte do Brasil (CNB) flui para norte-noroeste, acompanhando aproximadamente o contorno da plataforma continental desde a Paraíba e Rio Grande do Norte até o Pará e Amapá, impulsionada pelos fortes e constantes ventos alíseos que predominam na região praticamente o ano todo. Mistura-se com as grandes descargas continentais do delta do Parnaíba, do golfão maranhense e, principalmente, do Rio Amazonas, carregando para a plataforma continental do extremo norte muita matéria em suspensão. A contribuição do Rio Amazonas é espantosa: a sua descarga é cerca de 18% de toda a água doce fluvial que chega nos oceanos do mundo (Milliman & Meade, 1983 apud Castro & Miranda, 1998). Parte desta descarga forma a pluma amazônica, cuja influência faz com que águas de baixa salinidade (< 33) sejam encontradas sobre a plataforma continental a cerca de 500 km a leste da desembocadura do rio, na época do pico das chuvas (Lentz, 1995 apud Castro & Miranda, 1998). A pluma também se espalha e é carregada para noroeste pela CNB, chegando a penetrar por mais de 1000 km em direção ao Caribe (Muller-Karger et al., 1988). As águas da Corrente do Brasil (CB) fluem para o sul-sudoeste, impulsionadas pelo transporte de Ekman, gerados pelos ventos alíseos de leste (principalmente no verão) e sudeste (inverno) (Castro e Miranda, 1998), e acompanham aproximadamente o contorno da plataforma continental. Na altura de Cabo Frio (RJ), a CB muda sua direção para oeste-sudoeste, acompanhando a grande reentrância na linha de costa entre Cabo Frio (RJ) e Cabo de Santa Marta (SC). Na altura aproximada do extremo sul do Brasil (na época do inverno e já fora do mar territorial brasileiro em outras épocas do ano (Boltovskoy, E. 1981a), a CB se encontra com a Corrente das Malvinas (CM), formando a Convergência Subtropical e mudando sua direção predominante para leste. No encontro dessas duas grandes massas de água, que é a convergência ou confluência subtropical, uma parte da água da CM afunda e ocupa a parte inferior da CB, formando uma outra massa de água chamada Água Central do Atlântico Sul (ACAS), com características de temperatura (< 20º C) e salinidade (<36,40) baixas (Miranda, 1982), mas com altas concentrações de nutrientes dissolvidos. A ACAS ocupa a camada de fundo das regiões oceânicas nas proximidades do talude continental e flui aproximadamente em direção norte, sob a CB. Na região desde o Rio Grande do Sul até as proximidades de Cabo Frio (RJ), a presença da ACAS apresenta uma nítida variação sazonal: nos meses de inverno fica restrita à profundidades maiores, ao longo do talude continental, mas no período de fim de primavera e durante o verão, invade a camada de fundo sobre a plataforma continental, podendo muitas vezes atingir a zona eufótica e mesmo aflorar às camadas superficiais, no fenômeno da ressurgência. Na região de Cabo Frio e Cabo de São Tomé a ocorrência de ressurgências é sazonal e frequente na época de fim de primavera e início de verão, devido a uma combinação de fatores como: a brusca mudança no contorno de linha de costa (que passa de uma orientação NE-SO para quase E-O nesta região); a topografia de fundo; e o ventos predominantes do quadrante NE-E durante o verão, que impulsionam o deslocamento de grande quantidade de água das camadas superficiais em direção ao alto-mar (transporte de Ekman), propiciando, assim, a penetração e o afloramento de águas profundas da ACAS na região costeira. Sabe-se que a ACAS está presente também nas camadas profundas, sob a CB, ao longo do talude continental da região nordestina, mas não existem registros de que a ACAS possa influenciar os setores da rasa e estreita plataforma continental nordestina (Castro & Miranda, 1998). De um modo geral, portanto, verifica-se nas regiões oceânicas que as camadas superiores (0-200m) são dominadas por Águas Tropicais (AT), quentes e salgadas (T>20,0º C e S > 36,40) (Miranda, 1982), e pobres em nutrientes, transportadas pelas correntes do contorno oeste (CB e CNB). E que o assoalho da região do talude continental é ocupada pelas águas ricas em nutrientes e frias (T<20,0o C e S< 36,40) (Miranda, 1982) da ACAS, que, na Área Sul e, em especial na região de Cabo Frio (RJ), invade os setores mais rasos da plataforma continental durante o verão, podendo chegar a aflorar à superfície, formando as ressurgências costeiras. Já nas regiões neríticas predominam as Águas Costeiras (AC), menos salgadas, formadas da mistura das águas oceânicas com a água doce da drenagem continental, mais conspícua nas adjacências das desembocaduras dos grandes rios e dos sistemas estuarinos. Na área Norte, ocorre uma grande influência da descarga fluvial (em especial do Rio Amazonas) sobre amplos setores da plataforma e no extremo sul, verifica-se a ocorrência sazonal de águas subantárticas (Corrente das Malvinas-CM). Este grande esquema geral do padrão de massas de águas sobre as regiões neríticas e oceânicas pode ser verificado também num esquema geral de distribuição e composição específica do plâncton. Assim, é possível reconhecer algumas espécies que são mais abundantes em regiões oceânicas, dominadas por águas tropicais; ou espécies típicas da ACAS e da CM; ou mais frequentes em águas costeiras. Divisão geográfica da região costeira e da plataforma continental Do Cabo Orange ao Arroio Chuí são mais de 7000 km de linha de costa, sem considerar as reentrâncias dos estuários, baías e enseadas. Compreendido entre as latitudes de 40º N e 34º S, a maior parte deste litoral, está, portanto, dentro da faixa tropical e subtropical. Baseado no esquema geral da geomorfologia costeira, do padrão de circulação das massas de água na plataforma continental brasileira, nas características da topografia e natureza do fundo, na composição florística e faunística e nos tipos de pesca, o programa REVIZEE (Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva) propôs a divisão da costa brasileira em 4 grandes áreas, a saber:
ÁREA NORTE – da plataforma continental do Cabo Orange (AP) até a foz do Rio Parnaíba (MA/PI) – Litoral amazônico ou equatorial, caracteriza-se pela presença de grandes rios perenes que condicionam as características hidrográficas regionais. Presença marcante de sedimentação lodosa na costa do Amapá e por pequenas falésias da Formação Barreiras entre o litoral do Pará e Maranhão. Litoral constituído principalmente por terras baixas, frequentemente inundáveis e com presença de manguezais e campos de gramíneas.
ÁREA NORDESTE – da plataforma continental da foz do Rio Parnaíba (MA/PI) até a plataforma continental na altura de Salvador (BA), incluindo as ilhas oceânicas (Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha e de São Pedro e São Paulo) – Litoral com presença de rios periódicos e depósitos sedimentares da Formação Barreiras e depósitos de arenito de praia. A partir do sul do Rio Grande do Norte, são também frequentes as formações coralinas. Relevo submarino entre o Ceará e Rio Grande do Norte muito acidentado, relacionado a fenômenos vulcânicos (Kempf, 1970), originando uma série de picos dos quais Rocas e Fernando de Noronha são os testemunhos emersos.
ÁREA CENTRAL – da plataforma continental de Salvador (BA), incluindo a região da Baía de Todos os Santos (BA) ao Cabo de São Tomé (RJ), abrangendo as Ilhas de Trindade e Martin Vaz – Litoral com características geomorfológicas semelhantes às da área Nordeste, com presença de muitas formações de arenito de praia e de corais. Costa com baixa topografia e presença de extensas planícies recobertas com restingas. No Espírito Santo, as escarpas do Planalto Atlântico atingem o litoral, constituindo o extremo norte da Serra do Mar.
ÁREA SUL – da plataforma continental do Cabo de São Tomé (RJ) até o Arroio Chuí (RS) – Litoral com geomorfologia caracterizada pela presença de frentes de escarpas do embasamento cristalino da Serra do Mar, formando uma linha de costa recortada por baías e pequenas enseadas e com muitos costões rochosos. Em alguns trechos, os esporões rochosos avançam mar adentro, formando parcéis rasos ou aflorando em ilhas. Nos trechos em que a Serra do Mar distancia-se da costa, ocorrem extensas planícies costeiras. No caso do plâncton, cuja composição específica, dinâmica sucessional, produtividade, variações sazonais e regionais estão intimamente relacionadas com as características hidrográficas das massas de água, adotou-se a divisão geográfica por grandes áreas apresentada acima, enfatizando as seguintes características hidrográficas regionais:
Área Norte: região oceânica dominada pelas águas quentes, salinas e oligotróficas da CNB (vide item 1.7) e região nerítica sob forte influência de grandes aportes de água doce, sedimentos e nutrientes (Delta do Parnaíba, Golfão Maranhense e Rio Amazonas). Plataforma continental larga, com extensão máxima de 320 km na foz do Rio Amazonas e decrescendo para 100 km, tanto para noroeste quanto para sudeste, na altura do Amapá e Maranhão, respectivamente (Brandini et al., 1997);
Área Nordeste: região oceânica dominada pelas águas quentes e oligotróficas da Corrente Sul Equatorial que se bifurca, originando a CNB e a CB. O regime de ventos dominado pelos alíseos não favorece o desenvolvimento de ressurgências, ficando a ACAS permanentemente abaixo da zona eufótica. Somente nos setores mais costeiros verifica-se maior produtividade biológica, na dependência da regeneração bentica e do aporte da drenagem continental de pequenos sistemas estuarinos e, com exceção da descarga do Rio São Francisco, de rios de menor porte. A plataforma continental é relativamente estreita, chegando a apenas 10 km no litoral baiano, na altura da latitude de 13º S, com média geral variando entre 40 e 85 km;
Área Central: basicamente com as mesmas características hidrográficas da área Nordeste, apresentando, contudo variações sazonais ligeiramente superiores e eventos ocasionais de ressurgência em sua extremidade sul, na altura do Cabo de São Tomé. Plataforma continental com extensão variável, desde 35 km no sul da Bahia até 190 km na altura do Banco de Abrolhos;
Área Sul: região oceânica dominada pelas águas da CB, com intrusões sazonais da ACAS no assoalho da plataforma continental durante o verão e enriquecimento nutricional da zona eufótica, com destaque para as ressurgências na altura de Cabo Frio, cujos reflexos podem ser mensurados até sobre a plataforma de São Paulo, 400 km ao sul (Lorenzetti & Gaeta, 1996). No extremo sul, durante o inverno, ocorre a influência da Zona de Confluência da CB com a CM, afetando a estrutura e dinâmica das comunidades planctónicas (Brandini et al., 1997). Região costeira enriquecida com importantes aportes continentais, com destaque para a Lagoa dos Patos (RS), Baía de Paranaguá (PR) e sistema estuarino-lagunar de Cananéia (SP) e Baía de Guanabara (RJ).
Fonte: www.bdt.fat.org.br
Os seres vivos que habitam o meio aquático distribuem-se em três grupos: plâncton, nécton e bentos . O plâncton agrupa todos os seres vivos próximos a superfície, os quais apresentam deslocamentos passivos em relação ao deslocamento da água. Esses organismos, mesmo com o movimento próprio, costumam ser arrastados horizontalmente pelas ondas e correntezas. No plâncton distinguimos 2 subgrupos: o fitoplâncton, formado pelos seres fotossintetizantes, representados principalmente por algas uni e pluricelulares; e os zooplâncton, formados por organismos como protozoários, micro crustáceos, moluscos, medusas e larvas de vários tipos, inclusive peixes. O nécton é composto pelos seres que tem movimentos ativo, pois são capazes de nadar livremente em todas as direções. São peixes, répteis, mamíferos e moluscos cefalópodes (polvos e lulas). O bentos é formado pelos organismos vinculados ao substrato, seja ela raso ou fundo. São seres fixos, com certas algas, ostras, cracas, esponjas, corais e anémonas-do-mar; ou móveis, como estrelas-do-mar, camarões, lagostas e caramujos.
Fonte: www.ecossistemas.hpg.ig.com.br
Plâncton
Fotomontagem com organismos pertencentes ao plâncton. Em biologia marinha e limnologia chama-se plâncton ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água, sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas. O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores. O plâncton é geralmente subdividido em: Fitoplâncton – formado principalmente por algas microscópicas Bacterioplâncton – formado por bactérias; e Zooplâncton – formado por animais ou protistas. Em biologia pesqueira chama-se ictioplâncton ao conjunto dos ovos e larvas de organismos aquáticos que apresentam um comportamento planctónico.
Fonte: www.portalmeioambiente.org
O plâncton é um componente muito importante na alimentação de grande parte dos peixes e outros organismos aquáticos. Por definição, o plâncton é composto de organismos microscópicos, encontrados tanto na água doce quanto na água salgada. Estes seres microscópicos podem ser de origem animal ou vegetal. Quando são de origem animal, são chamados de zooplâncton e quando são de origem vegetal, de fitoplâncton. Estes micro organismos apresentam pouca capacidade de locomoção sendo, desta maneira, levados pelas correntes aquáticas. O fitoplâncton, que é composto de algas microscópicas, é indicado para a alimentação dos peixes por apresentar características nutritivas elevadas, com até 50% de proteína na sua composição. Com uma grande área que fica exposta ao sol, o fitoplâncton faz fotossíntese, produzindo oxigênio. Além disso, pelo seu tamanho reduzido, também é consumido pelo zooplâncton. É considerado um alimento vital para os peixes, principalmente no estágio larval. O zooplâncton é composto de animais microscópicos como protozoários, microcrustáceos e rotíferos. Estes seres são parte importante da alimentação dos peixes e, junto com o fitoplâncton, são amplamente consumidos nas criações comerciais. Os protozoários são animais compostos de uma só célula (unicelulares) e que podem variar de tamanho e forma, sempre com dimensões microscópicas e que apresentam uma pequena capacidade de locomoção, variando de um micro organismo para outro. Os rotíferos também podem variar de tamanho e forma e são os mais importantes alimentos dos peixes, nas suas primeiras semanas de vida, durante a fase larval. Podemos dar como exemplo de rotífero, a Keratella e o Conochilus, entre outros. Os microcrustáceos que são encontrados no zooplâncton são alimento de grande importância para os peixes que não se alimentam diretamente de algas. Seu tamanho pode chegar a 3mm e são conhecidos, também, como pulgas d´água. Entre os microcrustáceos mais comuns, podemos citar a Moina e a Daphnia. Estes micro animais fazem parte da ordem Cladocera. Existem também, dentro do zooplâncton, crustáceos que pertencem à ordem Copepoda. Os seres desta ordem são os mais evoluídos dentro do zooplâncton, são maiores e podem mesmo ser vistos sem auxílio de microscópios. O plâncton é utilizado como alimentação natural, substituindo em parte ou suplementando o emprego de ração alimentar para os peixes em cativeiro. Muitos peixes, como algumas variedades de tilápias e de carpas, se alimentam com o fitoplâncton. A utilização do plâncton é simples e proporciona bons resultados na piscicultura.
Fonte: www.ruralnews.com.br
Onde há plâncton, há peixe! Essa pequena medusa se chama Aurelia sp. e faz parte do zooplâncton. Se o hábito alimentar do zooplâncton é variado, o dos peixes também é. Eles podem se alimentar diretamente de fitoplâncton, de zooplâncton ou comer outros peixes. Em geral, o peixe que se alimenta de plâncton serve de alimento para um peixe maior, que serve de alimento para outro maior ainda e assim sucessivamente. Não é à toa, portanto, que as áreas do oceano onde há plâncton em abundância costumam ser ricas em peixes. Afinal, o plâncton é o alimento de muitos desses animais aquáticos e os peixes, que não são bobos, ficam onde há comida de sobra! Com isso, acabam atraindo outros animais, como peixes maiores, mamíferos aquáticos e até aves para aquela região! Mas onde ficam essas áreas que são o sonho de qualquer pescador? Uma delas está no oceano Pacífico, ao longo da costa do Chile e do Peru. Veja por quê: existe uma corrente marítima chamada Circumpolar Antártica (veja mapa). As águas frias que vêm dela são as mais ricas em nutrientes e oxigênio. Você deve lembrar que, para fazer fotossíntese, as plantas precisam de luz solar, gás carbônico, água e… nutrientes! Como isso não falta nestas águas, as microalgas se multiplicam. Resultado: a quantidade de zooplâncton aumenta, assim como a de outros organismos que comem plâncton. E onde o Chile e o Peru entram nessa história? No oceano Pacífico, essas águas frias, abundantes em plâncton, são levadas à superfície ao longo da costa desses dois países por outra corrente: a de Humboldt. Aliás, ela também arrasta plâncton de outros lugares para essa região. Por isso, existe uma população muito grande de peixes nessa área do Pacífico, como grandes cardumes de anchovas de importância mundial! Na costa do Chile e Peru, há muito peixe porque as águas frias, repletas de plâncton, da corrente Circumplolar Antártica sobem à superfície com a corrente de Humboldt, que também arrasta plâncton de outros locais até ali O plâncton é muito sensível a qualquer alteração que ocorra no ambiente em que vive, desde a simples elevação da temperatura da água até a ausência de luz. A poluição causada pelo homem, que lança resíduos industriais e esgotos domésticos em rios, lagos e oceanos, representa uma ameaça a esses microscópicos animais e plantas. O esgoto, por exemplo, costuma ser rico em nutrientes e, por isso, acelera a produção de fitoplâncton, podendo levar à proliferação exagerada das microalgas, inclusive de algumas que produzem substâncias tóxicas capazes de matar os peixes que as ingerirem. Conhecido como maré vermelha, esse fenômeno deixa a água avermelhada porque as algas que se multiplicam descontroladamente são dessa cor. O lançamento de agrotóxicos pela agricultura e de produtos tóxicos pelas indústrias nos rios, por sua vez, pode provocar a morte do plâncton. Quando esses microscópicos seres não morrem, às vezes apresentam alterações em seu corpo. Mas a sensibilidade do plâncton à poluição tem seu lado positivo. Há estudos que usam esses microscópicos seres para definir se o despejo feito em rios, lagos e oceanos são tóxicos para o ambiente. Muitos órgãos ambientais e indústrias realizam, por exemplo, testes com microcrustáceos para saber qual quantidade de resíduos provoca a morte desses animais. Conhecidos como testes de toxicidade ou bioensaios, estudos desse tipo são importantes ferramentas para fiscalizar e controlar a poluição na água. Pois é, como você pode ver, os microscópicos seres que vivem no plâncton, aparentemente tão insignificantes, têm diversas funções! Infelizmente, muitas pessoas não os conhecem e nem sabem da sua importância. Então, por que você não sai por aí contando tudo o que aprendeu? Esse pode ser um primeiro passo para proteger os bichos e as plantas em miniatura do plâncton! Afinal, para preservar, primeiro, é preciso conhecer!
Fonte: cienciahoje.uol.com.br
A pesca comercial é facilitada pelo fato de as principais áreas pesqueiras se situarem nas plataformas continentais. Isso acontece porque ali se concentra o plâncton, alimento de muitos peixes. Plâncton é a denominação coletiva dada a formas microscópicas ou minúsculas de vida, animal e vegetal, que vivem suspensos nas camadas superficiais do mar ou da água doce, onde constituem a base dos ecossistemas. Rico em algas unicelulares, bactérias e protozoários, o plâncton inclui também crustáceos, moluscos, celenterados e representantes de quase todos os outros filos de animais. Distingue-se do nécton (constituído por animais que nadam) e do bento (composto de organismos que vivem no fundo do mar, rastejam e habitam covas, os sésseis). Costuma-se dividir o plâncton em fitoplâncton (plâncton vegetal) e zooplâncton (plâncton animal), mas essa divisão é incerta nos casos dos protistas, que não são claramente plantas nem animais. O fitoplâncton é formado por grupos de algas, principalmente diatomáceas, dinoflagelados e cocolitoforídeos. Na maior parte das amostras de plâncton há também algas verdes, silicoflagelados e criptomónadas. O fitoplâncton de água doce, em geral rico em algas verdes, compreende também diatomáceas, algas verdes-azuis e flagelados verdadeiros. As algas captam a luz solar e elaboram sua matéria protoplásmica com o dióxido de carbono e os sais minerais diluídos na água. O zooplâncton se subdivide em dois grupos: o temporário e o permanente. O primeiro é formado por larvas e ovos planctónicos de membros do bento e do nécton, enquanto o segundo compreende os animais que passam todo o seu ciclo de vida em estado de flutuação graças a diferentes meios, como órgãos flutuadores ou apêndices e cílios. De maneira geral, o ciclo biológico desses animais é curto; proliferam em resposta a condições ambientais favoráveis, nutrem-se da matéria protoplásmica elaborada pelas algas e desaparecem, ou por sua sedimentação nas camadas mais profundas dos oceanos ou capturados por outros animais planctónicos — que por sua vez constituem o alimento de invertebrados filtradores ou predadores maiores. Forma-se assim uma cadeia alimentar que chega até os peixes grandes e os mamíferos marinhos. O estudo do plâncton comprovou a riqueza biológica de certas zonas, em especial as águas que rodeiam a Antártica, nas quais um pequeno crustáceo, o krill (Euphausia superba), se mostra promissor no campo da alimentação e aproveitamento em escala comercial.
Fonte: www.biomania.com.br
DEFINIÇÃO E DIVISÕES DO PLÂNCTON DEFINIÇÃO
A palavra plâncton é originária do Grego (plagktón), que significa errante ao sabor das ondas. O plâncton é constituído pelos animais e vegetais que não possuem movimentos próprios suficientemente fortes para vencer as correntes que, porventura, se façam sentir na massa de água onde vivem. Os animais que constituem o necton, podem pelo contrário deslocar-se ativamente e vencer a força das correntes. O plâncton e o necton são englobados na designação de organismos pelágicos. Por oposição, os organismos bentónicos são aqueles cuja vida está diretamente relacionada com o fundo, quer vivam fixos, quer sejam livres. Podemos deste modo considerar no meio marinho os domínios pelágico e bentónico. Não existe, contudo, uma delimitação nítida entre organismos pelágicos e bentónicos. Os organismos geralmente de pequenas dimensões com algumas capacidades natatórias são usualmente englobados no micronecton. DIVISÕES DO PLÂNCTON
Os organismos planctónicos podem ser classificados em função das suas (i) dimensões, (ii) biótopo, (iii) distribuição vertical, (iv) duração da vida planctónica e (v) nutrição. Apesar destas classificações serem artificiais, tornam-se úteis por sistematizarem as diversas categorias de planctontes.
Dimensões
Relativamente às dimensões os organismos planctónicos podem ser classificados em 6 grupos distintos (OMORI & IKEDA, 1984): (i) Ultraplâncton (< 5µm) (ii) Nanoplâncton (5-60 µm) (iii) Microplâncton (60-500 µm) (iv) Mesoplâncton (0,5-1 mm) (v) Macroplâncton (1-10 mm) (vi) Megaplâncton (>10 mm) Outras classificações dimensionais dos planctontes têm sido propostas. DUSSART (1965 in OMORI & IKEDA, 1984) distinguiu duas grandes categorias de organismos planctónicos: (i) os que passam através das redes de plâncton de poro reduzido (20 µm) e (ii) os que são facilmente colhidos com o auxílio de redes de plâncton. Dividiu ainda os planctontes nas seguintes categorias de acordo com a seguinte função exponencial 2 X 10n µm (n=0.1.2,…): (i) Ultrananoplâncton (<2 µm) (ii) Nanoplâncton (2-20 µm) (iii) Microplâncton (20-200 µm) (iv)Mesoplâncton (200-2000 µm) (v) Megaplâncton (>2000 µm) OMORI & IKEDA (1984) dividiram os planctontes em 7 categorias distintas: Categoria Dimensões Principais tipos de organismos Ultrananoplâncton <2um Bactérias Nanoplâncton 2-20 um Fungos, Flagelados, Diatomáceas Microplâncton 20-200 um Fitoplâncton, Foraminíferos Ciliados, Nauplii de Copépodes, Rotíferos Mesoplâncton 200 um – 2 mm Cladóceros, Copépodes Macroplâncton 2-20 mm Pterópodes, Copépodes Eufauseáceos, Quetognatas Micronecton 20-200 mm Cefalópodes, Eufauseáceos, Mictofídeos Megaplâncton > 20 mm Cifozoários, Taliáceos Os planctontes que podem ser amostrados com o auxílio de redes de plâncton possuem dimensões superiores a 200 µm. Os planctontes com dimensões inferiores não são facilmente amostrados de um modo quantitativo recorrendo à utilização dos referidos engenhos de colheita. De entre as 7 categorias de planctontes acima referidas, unicamente as 5 primeiras são distinguidas com base em critérios dimensionais. As duas últimas (Micronecton e Megaplâncton) são separadas tendo em consideração os organismos planctónicos que as constituem. O Micronecton é formado por organismos que possuem exoesqueletos ou endoesqueletos tais como Crustáceos ou pequenos peixes mesopelágicos. O Megaplâncton é constituído por formas gelatinosas (Plâncton gelatinoso) tais como Cifomedusas e Pyrosomata que são geralmente difíceis de capturar de um modo adequado com o auxílio de redes de plâncton.
Biótopo
Os organismos planctónicos podem igualmente ser agrupados em função do biótopo do seguinte modo (OMORI & IKEDA, 1984):
A) Plâncton marinho (Haliplâncton) Plâncton oceânico Plâncton nerítico Plâncton estuarino
B) Plâncton de águas doces (Limnoplâncton) Distribuição vertical Podem ainda reconhecer-se no seio do plâncton categorias distintas de organismos se considerarmos a sua distribuição vertical:
A) Pleuston – animais e vegetais cujas deslocações são fundamentalmente asseguradas pelo vento.
B) Neuston – animais e vegetais que vivem na camada superficial (primeiros centímetros) das massas de água (Epineuston – neustontes vivendo na interface ar/água e Hiponeuston- neustontes vivendo sob a interface ar/água).
C) Plâncton epipelágico – planctontes que vivem nos primeiros 300 m da coluna de água durante o período diurno.
D) Plâncton mesopelágico – planctontes que vivem em profundidades compreendidas entre 1000 e 300 m, durante o período diurno.
E) Plâncton batipelágico – planctontes que vivem em profundidades compreendidas entre 3000/4000 m e 1000 m durante o período diurno.
F) Plâncton abissopelágico – planctontes que vivem em profundidades compreendidas entre 3000/4000 m e 6000 m.
G) Plâncton hadopelágico – planctontes que vivem em profundidades superiores a 6000 m.
H) Plâncton epibentónico – planctontes que vivem próximo do fundo ou temporariamente em contato com o fundo. Duração da Vida Planctónica Podemos finalmente distinguir dois grupos de organismos zooplanctónicos distintos, se considerarmos a duração da sua existência planctónica:
A) Holoplâncton (plâncton permanente) – constituído pelos planctontes que vivem no seio das massa de água durante todo o seu ciclo vital.
B) Meroplâncton (plâncton temporário ou transitório) – constituído pelos planctontes que ocorrem unicamente durante parte do seu ciclo vital no seio do plâncton (ovos e/ou estados larvares). Nutrição O modo de nutrição dos planctontes permite separar o plâncton vegetal ou Fitoplâncton (autotrófico) do plâncton animal ou Zooplâncton (heterotrófico). Existem, no entanto, organismos planctónicos que são simultaneamente autotróficos e heterotróficos (mixotróficos).
TIPOS DE PLANCTONTES
Outros agrupamentos de organismos planctónicos são ainda reconhecidos por alguns autores, nomeadamente SIEBURTH (1979). O Bacterioplâncton engloba as bactérias existentes no domínio pelágico e as Cianophyceae. As bactérias pelágicas podem ser encontradas em todos os oceanos sendo relativamente mais abundantes próximo da superfície dos mesmos. Podem ser livres (planctobactérias) encontrar-se associadas a partículas no seio da coluna de água, ou a diverso material orgânico proveniente de planctontes (epibactérias). O papel desempenhado pelo Bacterioplâncton no meio marinho e estuarino só recentemente tem vindo a ser investigado (RHEINHEIMER, 1987). A grande maioria das bactérias encontradas nos meios marinho e estuarino são formas ubíquas. Algumas bactérias têm um período de vida limitado no meio aquático, entre as quais se inclui um grande número de formas patogenias para o Homem. A composição da flora bacteriana é muito variável dependendo fundamentalmente das características da massa de água em que se encontre. A maioria das bactérias aquáticas é heterotrófica alimentando-se de substâncias orgânicas. Quase todas as formas são saprófitas. Algumas bactérias são, no entanto, foto autotróficas ou quimo-autotróficas. A biomassa procariota (i.e. o Bacterioplâncton) pode representar cerca de 30% da biomassa planctónica na zona eufótica e cerca de 40% da mesma biomassa microbiana na zona afótica. As bactérias presentes nos domínios marinho e estuarino não constituem um único grupo homogéneo do ponto de vista sistemático. Nestes domínios é possível encontrar representantes de quase todas as ordens da classe Bactéria. Nestes domínios encontram-se bactérias estritas ou facultativas pertencentes a 16 grupos de entre os 19 consignados na 8ª Edição do “Manual of Determinative Bacteriology” de BERGEY (BUCHANON & GIBBONS, 1974, RHEINHEIMER, 1987). Fitoplâncton (Diatomáceas): (a) Biddulphia; (b) Chaetoceros; (c) Rhizosolenia; (d) Nitzschia; (e) Thalassiosira; (f) Astrerionella; (g) Chaetocerus; (h) Fragillaria; (i) Thalassionema Fitoplâncton (Dinoflagelados): (a) Gymnodinium; (b) Dinophysis; (c) Polykrikos; (d) Ceratium; (e) Peridinium; (f) Ceratium
O Fitoplâncton, ou fração vegetal do plâncton, é capaz de sintetizar matéria orgânica através da fotossíntese. O Fitoplâncton é responsável por grande parte da produção primária nos oceanos (definida como a quantidade de matéria orgânica sintetizada pelos organismos fotossintéticos e quimio-sintéticos). Estudos recentes revelaram que a biomassa de Bacterioplâncton nos oceanos está intimamente relacionada com a biomassa fitoplanctónica. As bactérias podem utilizar 10 a 50 % do carbono produzido através de atividade fotossintética. O número de bactérias presente nos oceanos pode ser em parte controlado por flagelados heterotróficos nanoplanctónicos que são ubíquos no meio marinho. Estes flagelados são por sua vez predados por organismos zooplanctónicos intervindo deste modo ativamente nas cadeias tróficas marinhas (Microbial loop). O Fitoplâncton marinho e estuarino é constituído essencialmente por Diatomáceas (Bacillarophyceae) e Dinoflagelados (Dinophyceae). Outros grupos de algas flageladas podem constituir igualmente uma fração importante do Fitoplâncton, nomeadamente Coccolithophoridae, Haptophyceae, Chrysophyceae (Silicoflagelados), Cryptophyceae e algumas algas Chlorophyceae. Esquema simplificado de uma cadeia trófica clássica e de um Microbial loop: COD- Carbono orgânico particulado; NFH- Nanoflagelados heterotróficos. No seio do Zooplâncton podemos reconhecer organismos pertencentes à grande maioria dos Phyla do reino animal. O número estimado de espécies de organismos holoplanctónicos, excluindo a maioria dos Protozoários (mais de 1000 espécies de Tintinídeos, entre outros grupos) e ainda alguns grupos zoológicos menos representativos é descriminado em baixo. Zooplâncton (Holoplâncton): (a) Cnidaria (Hydroida) Liriope ;(b) Sarsia; (c) (Siphonophora) Myciacacea; (d) Velela; (e) Physalia; (f) Ctenophora Bolinopsis; (g) Beroe; (h) Pleurobrachia Zooplâncton (Holoplâncton): (a) Chaetoghatha Sagitta; (b) Annelida Tomopteris; (c) Autolytus; (d) Arthropoda (Crsutacea, Cladocera) Podon; (e) Edvane; (f) (Ostracoda) Conchoecia; (g) (Copepoda) Oithona; (h) Calanus. Zooplâncton (Holoplâncton): (a) Arthropoda (Crustácea, Mysidacea) Gastrosaccus; (b) Leptomysis; (c) Mesopodopsis (d) (Amphipoda) Hyperia; (e) (Euphauseacea) Thysanoessa; (f) (Isopoda) Paragnathia; (g) (Cumacea) Diastylis Zooplâncton (Holoplâncton): (a) Cordata (Thaliacea) Salpa; (b) Doliolum; (c) (Appendicularia) Oikopleura; (d) Fritillaria Zooplâncton (Meroplâncton): (a) e (b) Trocophora de Polychaeta; (c) Nauplius de Cirripedia; (d) Phyllosoma de Plainuridae; (e) Alima de Stomatopoda; (f) Zoea de Malacostraca; (g) Megalopa de Malacostraca. Zooplâncton (Meroplâncton): (a), (b) e (c) Veliger de Gastropoda; (d) ovos planctónicos de Gastropoda; (f), (g) e (h) Ophiopluteus de Echinodernata Zooplâncton (Meroplâncton, Ictioplâncton): (a) Ovo de Clupeidae Sardina Pilchardus; (b) Ovo de Engraulidae, Engraulis encrasicolus; (c) Estado larvar de Clupeidae Sardina; (d) Estado larvar de Engraulidae Engraulis; (e) Estado larvae de Carangidae Trachurus; (f) Estado larvar de Soleidae Solea
As formas Meroplanctónicas, ou formas larvares de muitos invertebrados, têm na maior parte dos casos designações próprias. A lista que a seguir se refere inclui as referidas designações: A) Phylum PORIFERA Parenchymula, Amphiblastula, Olynthus B) Phylum CNIDARIA Planula, Actinula (Formas larvares de Hydrozoa) Scyphistoma, Stobila, Ephyra (Formas larvares de Scyphozoa) Diconula, Conaria, Rataria (Formas larvares de Chondrophorae) C) Phylum PLATHELMINTHES Larva de Müler, Larva de Götte (formas larvares de Polycladida) D) Phylum NEMERTINEA Larva de Desor, Pilidium (Formas larvares de Heteronemertea) E) Phylum MOLLUSCA Trochophora, Veliger (Formas larvares de Gastropoda e Bivalvia) Rhynchoteuthion (Formas larvares de Cephalopoda Ommastrephidae) F) Phylum ANNELIDA Larva de Loven, Trochophora G) Phylum ARTHROPODA Nauplius, Metanauplius (Formas larvares de Crustacea) Cypris, Pupa (Formas larvares de Cirripedia) Protozoea, Zoea, Metazoea, Mysis (Formas larvares de Malacostraca) Manca (Formas larvares de Isopoda e Cumacea) Calyptopis, Furcilia (Formas larvares de Euphausiacea) Elaphocaris, Acanthosoma (Formas larvares de Sergestidae) Phyllosoma, Puerulus (Formas larvares de Palinuridae) Glaucothoë (Formas larvares de Paguroidea) Megalopa (Formas larvares de Brachyura) Erichthoidina, Erichthus, Alima, Pseudozoea (Formas larvares de Stomatopoda) H) Phylum PHORONIDA, ECTOPROCTA Actinotrocha (Formas larvares de Phoronidea) Cyphonautes (Formas larvares de Bryozoa) I) Phylum ECHINODERMATA Doliolaria, Pentacrinoid (Formas larvares de Crinoidea) Bipinnaria, Brachiolaria (Formas larvares de Asteroidea) Ophiopluteus, Pluteus (Formas larvares de Ophiuroidea) Pluteus (Formas larvares de Echinoidea) Auricularia, Doliolaria (Formas larvares de Holothuroidea) J) Phylum HEMICHORDATA Tornaria (Formas larvares de Enteropneusta) H) Phylum CHORDATA Ictioplâncton (Ovos e estados larvares planctónicos de Osteichthyes)
ADAPTAÇÕES À VIDA NO DOMÍNIO PELÁGICO
Apesar de existir uma grande diversidade de formas planctónicas é possível reconhecer algumas características gerais do Plâncton, sobretudo no que diz respeito à pigmentação e dimensões dos organismos planctónicos. Ao contrário das formas bentónicas, os planctontes apresentam geralmente uma pigmentação pouco intensa, sendo na maior parte dos casos transparentes. Existem, no entanto, algumas excepções. Os neustontes apresentam por vezes pigmentação intensa, assim como o plâncton das águas oceânicas profundas. Por outro lado, os planctontes apresentam dimensões reduzidas. Algumas formas apresentam, no entanto, dimensões apreciáveis, como é o caso de alguns Scyphozoa e Pyrosomata. A maioria dos planctontes apresenta dimensões da ordem do centímetro ou do milímetro no caso do Zooplâncton, ou da ordem da centena ou dezena de micrómetros no caso do Fitoplâncton. São inúmeros os processos desenvolvidos pelos organismos planctónicos, que têm por resultado uma melhor adaptação à vida no domínio pelágico. A manutenção de uma posição na coluna de água pode ser conseguida recorrendo a diversas estratégias adaptativas, nomeadamente:
i)desenvolvimento de elementos esqueléticos menos densos e resistentes relativamente aos organismos bentónicos; ii) composição química específica; iii) enriquecimento em água dos tecidos e desenvolvimento de substâncias gelatinosas; iv) secreção de gotas de óleo; v) desenvolvimento de flutuadores.
A superfície de resistência pode igualmente ser aumentada o que resulta na diminuição da velocidade de afundamento nomeadamente através:
i)da diminuição das dimensões do organismo; ii) do achatamento do corpo (aumento da superfície relativamente ao volume do organismo); iii) da existência de espinhos e apêndices plumosos; iv) do batimento de flagelos ou bandas ciliares e movimentos natatórios.
A manutenção dos planctontes no seio da coluna de água pode ser associada a uma equação simples que relaciona a velocidade de afundamento dos organismos planctónicos na coluna de água com alguns parâmetros físicos: em que:
VA = Velocidade de afundamento (sinking rate)
W1 = Densidade do organismo
W2 = Densidade da água
R = Superfície de resistência
Vw = Viscosidade da água
Krill do norte (Meganyctiphanes norvegica)
Krill é o nome colectivo dado a um conjunto de espécies de animais invertebrados semelhantes ao camarão. Estes pequenos crustáceos são importantes organismos do zooplâncton, especialmente porque servem de alimento a baleias, jamantas, tubarões-baleia, entre outros. Estes animais são ainda designados como eufausídeos, palavra derivada da ordem taxonómica a que pertencem, Euphausiacea. O termo krill é de origem norueguesa, sendo derivado do neerlandês kriel,[1] que designa peixes acabados de nascer ou em fase juvenil.
Os eufausídeos estão presentes em todos os oceanos do planeta. São considerados espécies-chave próximas da base da cadeia alimentar já que se alimentam de fitoplâncton e de algum zooplâncton, convertendo esta fonte de alimento numa forma que pode ser consumida por muitos animais de maiores dimensões, constituindo a maior parte da dieta destes. No Oceano Antártico, uma espécie, o krill antártico (Euphausia superba), perfaz uma biomassa superior a 500 milhões de toneladas,[2] aproximadamente o dobro da biomassa constituída pela totalidade dos seres humanos. Desta biomassa, mais de metade é consumida todos os anos por baleias, focas, pinguins, lulas e peixes, sendo substituída graças ao seu crescimento e reprodução. A maioria das espécies de krill efectuam grandes migrações verticais diárias, alimentando os predadores à superfície, durante a noite, e em águas mais profundas durante o dia.
A pesca comercial de krill é feita no Oceano Antártico e nas águas em redor do Japão. A produção global anual está estimada em 150 000 a 200 000 toneladas, na sua maioria pescadas no Mar de Scotia. Muito do krill pescado é utilizado na aquicultura e como alimento para peixes de aquários, como isco na pesca desportiva ou, ainda, na indústria farmacêutica. No Japão e na Rússia, o krill é também usado para o consumo humano, sendo conhecido no Japão como okiami (オキアミ?).
Óleo de Krill Antártico é extraído das espécies Euphausia Superba de krill da Antártica, que é rico em ácidos graxos tipo Ômega 3, (Ácido Eicosapentaenoico e Ácido Docosaexaenoico). O Ácido Eicosapentaenoico e o Docosaexaenoico estão vinculados a um menor risco e a melhores resultados dos tratamentos de doenças cardiovasculares e doenças articulares inflamatórias. O Ômega 3 também está relacionado com um maior desenvolvimento das funções cerebrais e também das funções cognitivas, uma pele mais saudável e o bem estar geral.
O Ômega 3 do óleo de krill da Antártica está fundamentalmente sob a forma de fosfolipídios de Ômega 3, que de acordo com os resultados de algumas pesquisas é mais bioativo que os triglicerídeos de Ômega 3. Como a dieta ocidental é especialmente pobre em ácidos graxos fosfolípidicos saudáveis, os suplementos como Óleo de Krill Antártico são uma forma fácil e efetiva de aumentar seu consumo no dia a dia.
Óleo de Krill Antártico tem também antioxidantes extremamente potentes devido a presença de astaxantina. Estudos independentes sugerem que o poder antioxidante de Óleo de Krill Antártico é:
Mais de 300 vezes maior que vitaminas A & E
Mais de 48 times maior que Omega-3
Mais de 34 times maior que Co Q-10
O processo avançado de Óleo de Krill Antártico é feito totalmente se hexano, um composto químico usado em suplementos a base de kril de menor qualidade. Nosso suplemento de óleo de krill é produzido em um processo único e ecorresponsável, o que significa um óleo de qualidade superior com um impacto mínimo sobre os recursos naturais. E ademais, a qualidade do nosso óleo de krill é insuperável. Como contém um alto teor de fosfolipídios e astaxantina Óleo de Krill Antártico é menos suscetível a oxidação.
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