MARÉS


O elemento preia- presente em preia-mar não tem a mesma origem do substantivo preia, que significa “presa” e que deriva do latim praeda.
Esse elemento provém de uma forma do português antigo prea, que deriva do latim plena, feminino do adjectivo plenus, que significa “cheio” ou “pleno”.
É provável, como defendem alguns autores, que já em latim existisse a locução plena mare com o mesmo significado do português preia-mar.

Marés são as alterações do nível das águas do mar causadas pela interferência gravitacional da Lua e do Sol (esta última com menor intensidade, devido à distância) sobre o campo gravítico da Terra. [1] [2] [3]

Ocorrência das marés

Num campo gravitacional terrestre ideal, ou seja, sem interferências, as águas à superfície da Terra sofreriam uma aceleração idêntica na direção do centro de massa terrestre, encontrando-se assim numa situação isopotencial (situação A na imagem). Mas devido à existência de corpos com campos gravitacionais significativos a interferirem com o da Terra (Lua e Sol), estes provocam acelerações que atuam na massa terrestre com intensidades diferentes. Como os campos gravitacionais atuam com uma intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância, as acelerações sentidas nos diversos pontos da Terra não são as mesmas. Assim (situação B e C na imagem) a aceleração provocada pela Lua têm intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais afastados da Lua.[carece de fontes]

Desta forma as massas oceânicas que estão mais próximas da Lua sofrem uma aceleração de intensidade significativamente superior às massas oceânicas mais afastadas da Lua. É este diferencial que provoca as alterações da altura das massas de água à superfície da Terra.

Quando a maré está em seu ápice chama-se maré alta, maré cheia ou preamar; quando está no seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar.

A altura das marés alta e baixa (relativa ao nível do mar médio) também varia. Nas luas nova e cheia, as forças gravitacionais do Sol estão na mesma direção das da Lua, produzindo marés mais altas e mais baixas, chamadas marés de sizígia. Nas luas minguante e crescente as forças gravitacionais do Sol estão em direções diferentes das da Lua, anulando parte delas, produzindo pouca variação entre as marés alta e baixa (marés de quadratura).

Terminologia

· Preia-mar (ou preamar) ou maré alta – nível máximo de uma maré cheia.

· Baixa-mar ou maré baixa – nível mínimo de uma maré vazante.

· Estofo – também conhecido como reponto de maré, ocorre entre marés, curto período em que não ocorre qualquer alteração na altura de nível.

· Maré enchente – período entre uma baixa-mar e uma preia-mar sucessivas, quando a altura da maré aumenta.

· Vazante – período entre uma preia-mar e uma baixa-mar sucessivas, quando a altura da maré diminui.

· Altura da maré – altura do nível da água, num dado momento, em relação ao plano do zero hidrográfico.

· Elevação da maré – altitude da superfície livre da água, num dado momento, acima do nível médio do mar.

· Amplitude de marés – variação do nível das águas, entre uma preia-mar e uma baixa-mar imediatamente anterior ou posterior.

· Maré de quadratura – maré de pequena amplitude, que se segue ao dia de quarto crescente ou minguante.

· Maré de sizígia – as maiores amplitudes de maré verificadas, durante as luas nova e cheia, quando a influência da Lua e do Sol se reforçam uma a outra, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas.

· Zero hidrográfico – nível de referência a partir da qual se define a altura da maré; é variável em cada local, muitas vezes definida pelo nível da mais baixa das baixa-mares registadas (média das baixa-mares de sizígia) durante um dado período de observação maregráfica.

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TEXTO: Filipe Cintra
Fotos: Filipe Cintra e José Luis Costa

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Isaac Newton, famoso investigador inglês dos sécs. XVII e XVIII, concluiu um dia que entre dois corpos materiais existe uma força de atracção mútua, ou seja, que dois corpos se atraem entre si. A essa força deu-lhe um simples nome: gravidade.
Newton concluía que todos os corpos se influenciavam entre si, uns mais e outros menos, mas todos tinham o seu papel; e que, quanto maior fosse a sua massa, maior o seu poder de atracção em relação a outros.
Ora as marés não são mais do que um reflexo da gravidade existente no Universo e da influência mútua exercida entre planetas, satélites, estrelas e outros corpos.

Factores determinantes
Assim sendo, o planeta Terra está perante e sob influência de dois grandes corpos com campos gravitacionais, o sol e a lua. Ora, como a intensidade de um campo gravitacional é inversamente proporcional à distância, então cada ponto da superfície terrestre está sujeito a uma intensidade gravítica diferente. Assim, concluímos que esta influência tem intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais distantes da superfície terrestre em relação aos corpos influenciadores.
Vejamos primeiramente o efeito da lua. As massas de água oceânicas que mais próximas da lua estão, em cada momento, sofrem uma aceleração de intensidade bastante superior às massas de água oceânicas que se encontram do outro lado do nosso planeta. É, portanto, esta diferença que provoca as alterações que verificamos no nível da altura dessas mesmas massas de água à superfície da Terra.


Os fenómenos
Agora que sabemos por que existem marés, vamos entender outros pontos. Todos sabemos o que é a preia-mar (preamar) e a baixa-mar; mas, afinal, por que variam as amplitudes? Tem a ver com a fase da lua, muito bem, mas as fases não têm correspondência directa com o alinhamento entre Terra, lua e sol? Têm, claro que têm. Então podemos dizer que nas fases de lua cheia e lua nova, a acção gravitacional do sol está em concordância gravitacional com a lua, ou seja, os campos gravitacionais do sol têm a mesma direcção da lua, o que provoca marés mais altas e mais baixas em relação ao nível médio.
Quando o sol e a lua estão completamente alinhados, então dá- -se ainda outro fenómeno, que é chamada maré de Sizígia, mais conhecida como maré viva. Isto acontece porque ambas as acções gravitacionais, do sol e da lua, se somam, não havendo nenhuma que se anule. Observando a Figura 1, fica tudo mais explícito. Nas fases de quarto minguante e quarto crescente, temos o caso contrário, o sol está em discordância gravitacional com a lua, ou seja, a acção gravitacional do sol e a da lua estão em direcções diferentes, sendo que as forças do sol anulam parte das forças da lua. Daí as amplitudes de marés serem sempre mais baixas do que as anteriores.
Existe ainda um fenómeno que ocorre no primeiro dia após uma fase de quarto crescente ou quarto minguante, e que é apelidado de maré de quadratura. Esta maré ganha relevância porque é a altura em que se verifica a menor amplitude de maré e isso deve-se ao facto de o sol e a lua formarem um ângulo de 90º em relação ao planeta que habitamos.


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Fig. 1: Fases da lua relativamente à posição do sol

Nas fases de lua cheia e lua nova, os campos gravitacionais do sol têm a mesma direcção dos da lua, o que provoca marés mais altas e mais baixas em relação ao nível médio

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Momento de uma maré vazia.
A órbita da lua produz este fenómeno cíclico, a intervalos de cerca de 12 horas.

A escolha de pesqueiros em locais mar-dentro, como as pontas de pedra, os lajões, os braços de terra ou outros mais recuados, como baias ou recantos, tem, ou deve ter, como base o estado da maré.


As marés e a escolha dos nossos pesqueiros

Esta importante opção resulta da conjugação de vários factores, e o estado da maré é sem dúvida um desses factores. Excelentes pesqueiros na enchente podem ser péssimos na vazante e viceversa.
A escolha de pesqueiros em locais mar-dentro, como as pontas de pedra, os lajões, os braços de terra ou outros mais recuados, como baias ou recantos, tem, ou deve ter, como base o estado da maré.
Nos pesqueiros de costa, podemos ter como base a seguinte escolha: Quanto mais água houver, ou seja, quanto mais cheia estiver a maré, mais recuado posso pescar. Mas não se esqueça: como em tudo na pesca, não existem regras absolutas, apenas ideias base. Por exemplo, para quem pesca num dado molhe ou pontão, é natural fazer-se boas pescas no início dessa estrutura aquando da maré cheia, o mesmo não se verificando na baixa-mar. Ao invés, na ponta desse mesmo molhe pode ser naturalíssimo realizar-se boas fainas com a maré escorrida e estas fraquejarem quando a maré se encontra mais rija (leia-se cheia).
Pense como o peixe: um peixe só pode ir onde existe água; logo, com a maré cheia, pode alimentar-se em locais onde, com a maré vazia, estaria de papo para o ar.

As estruturas geológicas que
penetram o mar dão-nos acessos
interessantes, mas estão mais sujeitas
ao refluxo das marés

Conclusãoimage
Já vimos que as marés são devidas aos campos gravitacionais, e que a lua é a principal influenciadora, sem nunca nos esquecermos do sol.
Mas então, porque será que as marés são de doze em doze horas, aproximadamente? Podemos dizer que marés se repetem a cada doze horas e vinte e quatro minutos devido aos movimentos de rotação da Terra e da lua e à órbita lunar, que compõem essa quantidade de tempo.
Agora que já sabe (se é que já não sabia) os porquês das marés, está à espera do quê? Não é hoje que a maré é ideal para aquele pesqueiro especial?


Lua Nova

Bom à noite até amanhecer
Bom à noite até de manhã
Bom até ao meio-dia
Muito bom até ao meio-dia
Muito bom até ao meio-dia
Excelente toda a manhã


Quarto Crescente

Bom de manhã, médio à tarde
Bom de manhã, excelente à tarde
Médio todo o dia
Médio todo o dia
Médio todo o dia
Excelente do meio-dia à meia-noite
Excelente todo o dia


Lua Cheia

Médio todo o dia
Mau dia de pesca
Muito mau dia de pesca
Bom dia de pesca
Bom de manhã e médio ao meio-dia
Bom de manhã e mau à tarde
Bom de manhã até ao meio dia


Quarto Minguante

Bom até ao meio dia
Médio até à tarde
Médio até à tarde
Médio até à tarde
Bom ao meio-dia
Excelente ao meio-dia e à tarde
Excelente ao meio-dia e à tarde
Bom à tarde


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Lances de sucesso como este passam por fenómenos vários, como a fase da lua ou a altura das marés.

Termos relativos às marés

Altura da maré – Altura do nível da água, num dado instante, tendo como ponto de referência o zero hidrográfico [ver abaixo].

Amplitude da maré – Variação do nível das águas, entre uma preia-mar e a baixa-mar imediatamente anterior ou posterior.


Baixa-mar – Nível mínimo as águas no final de uma vazante.
Escalas de marés – Réguas graduadas fixadas verticalmente na costa que permitirem a leitura do nível da maré em função da hora.

Estofo da maré – Também conhecido como reponto ou repouso da maré, ocorre entre marés e corresponde a um curto período de tempo (aproximadamente 6 a 10 min) em que não ocorre qualquer alteração na altura de nível. Corresponde ao momento de mudança do sentido da maré.

Idade da maré – Intervalo de tempo entre o instante da passagem da lua pelo meridiano do lugar (na lua nova ou lua cheia) e aquele
em que se dá a maré de maior amplitude.

Lua nova – Fase da lua em que o sol se encontra do mesmo lado, em ‘alinhamento’, e, consequentemente, a sua face iluminada está do lado oposto ao do observador na Terra.

Lua cheia – Fase da lua em que o sol se encontra no lado oposto da Terra e a luz do sol ilumina completamente a face da lua voltada para o observador na Terra.

Maré oceânica – Fenómeno de oscilação periódica do nível da água do mar, de subida e descida, provocada essencialmente pelas forças
de atracção da lua e do sol.

Maré de quadratura – Maré de pequena amplitude que se segue ao dia de quarto crescente ou quarto minguante.

Maré morta – Ocorre durante os quartos crescentes e minguantes e caracteriza-se por uma baixa preia-mar e uma alta Baixa-mar.

Maré de Sizígia – Nas luas nova e cheia, as marés lunares e solares reforçam uma a outra, produzindo as maiores marés-altas e as menores marés baixas também conhecidas como marés vivas.

Maré viva – Ocorre durante a lua nova e lua cheia e caracteriza-se por uma muito alta preia-mar e por uma muito baixa baixa-mar.

Marégrafo – Aparelho que regista automaticamente as oscilações do nível do mar.

Nível médio da maré – Plano horizontal virtual que se estabelece pela altura média de preia-mares e baixa-mares sucessivas.

Nível médio do mar – Superfície média dos oceanos, medida pontualmente pela rede internacional de marégrafos, que são usados para definir o sistema Datum altimétrico nacional de cada país.

Preamar ou preia-mar – Nível máximo atingido pelas águas no fim da enchente.

Quarto crescente – Fase da lua, entre a lua nova e a lua cheia, em que esta se encontra em quadratura com o sol e apenas se vê metade da face iluminada, em forma de D. A parte iluminada visível está em crescimento.

Quarto minguante – Fase da lua, entre a lua cheia e a lua nova, em que esta se encontra em quadratura com o sol e a face iluminada tem a forma de C; a parte iluminada visível está a decrescer.

Quadratura – Quando o sol e a lua formam um ângulo de 90º em relação à Terra.

Vazante – Período entre uma preia-mar e uma baixa-mar sucessivas, quando a altura da maré diminui.

Zero hidrográfico – Referência a partir da qual se define a altura da maré e é o plano de referência das profundidades indicadas (sondas) nas cartas náuticas.

Porque é que a Lua nos mostra sempre a mesma face?

Qualquer observador da Lua repara rapidamente que, curiosamente, esta nos mostra sempre a mesma cara. Para os mais distraídos isto até pode parecer natural, pois afinal de contas a Lua só é Lua quando tem a cara conhecida e por isso mesmo outra cara seria impensável! No entanto, se pensarmos um pouco mais na sua natureza física e pusermos de parte o nosso senso comum, vemos que a Lua é um planeta como qualquer outro e, como tal, deve possuir uma rotação própria. Na realidade é exactamente isso que acontece, a Lua roda tal como a Terra em torno de um eixo imaginário. Mas assim sendo, porque razão não vemos nós o disco da Lua variar? A resposta a esta pergunta não é complicada, devendo-se ao facto de o tempo que esta demora a completar uma rotação sobre si própria – período de rotação – coincidir exactamente com o tempo que esta leva a completar uma volta em torno do nosso planeta – período de translação.

Sempre que se observa na Natureza uma tamanha coincidência, somos levados a pensar que talvez não se trate de uma verdadeira obra do acaso, mas sim de algo natural. Tanto mais que quando observamos a maior parte dos satélites dos outros planetas do nosso sistema solar, verificamos que esta formidável relação entre os períodos de rotação e translação também se verifica. Mas então, a que se deverá este curioso fenómeno?

Mais uma vez a resposta está na força de gravidade. Sim, a mesma força que mantém a Lua em órbita da Terra é responsável pelo sincronismo dos seus dois movimentos de rotação principais! No entanto, não podemos pensar na Lua como um ponto que orbita a Terra, temos sim que ter em conta a sua forma e estrutura interna: as zonas da Lua mais próximas da Terra vão sofrer uma atracção maior que as zonas mais afastadas. A esta atracção diferencial das diferentes partes de um corpo chama-se “efeito de maré”. O nome provém do facto deste fenómeno ser também o responsável pela existência de marés nos oceanos da Terra. Na Lua não existem oceanos mas todo o planeta sofre a acção desta força que o deforma constantemente. A consequente fricção entre as suas camadas interiores resulta em dissipação de energia interna que nos casos mais violentos pode originar vulcões (como se observa na lua joviana, Io). Aquando da sua formação a Lua possuía, tal como os outros astros, um período de rotação independente e com uma duração inferior a alguns dias. Contudo, sob a acção contínua dos efeitos de maré provocados pela presença da Terra, o seu período de rotação foi aumentando constantemente até atingir o patamar em que hoje se encontra. A situação actual é estável pois corresponde a um mínimo de dissipação de energia. Intuitivamente pode-se tentar compreender a situação actual através do modelo da “bola de rugby”. Imagine-se que a Lua é uma esfera perfeita. Na presença do efeito de maré ela deforma-se, transformando-se num elipsoide com a forma aproximada de uma bola de rugby. Ora, enquanto a sincronização não é alcançada, os pontos da Lua vão sofrer constantemente uma modificação da sua posição, oscilando entre a forma esférica e a elipsoide. Quando chegamos à posição de sincronismo, temos permanentemente a Lua com forma elipsoide, com as extremidades colocadas na direcção que a une à Terra. Nesta situação a Lua fica permanentemente deformada, mas nenhum dos seus pontos sofre mais modificação de posição. Na realidade os astrónomos conseguem observar cerca de 60 % da superfície lunar a partir da Terra (em vez da metade prevista pela teoria). Isto não está de forma alguma em contradição com o que acaba de ser explicado nos parágrafos precedentes. O que sucede é que até aqui temos considerado a órbita da Lua circular. Como se sabe isto não é bem verdade: a órbita lunar, embora bastante próxima de um círculo perfeito, é afinal uma elipse. Desta forma, consoante a posição da Lua na sua órbita assim se consegue espreitar um pouco mais além. Só foi possível observar a restante superfície lunar com o auxílio de sondas espaciais. Só em 1993 com a sonda “Clementine”, se conseguiu cartografar na totalidade a superfície desconhecida!!!

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Fig. O nariz da lua pode ser visto como a deformação permanente que faz com que esta fique sempre virada para a Terra.

MOVIMENTOS E FASES DA LUA.

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Movimentos da Lua

A Lua, como o Sol e a Terra, não está parada no céu, ela gira ao redor da Terra, que por sua vez gira ao redor do Sol.
A Lua possui muitos movimentos, mas os principais são translação, rotação e revolução.
O movimento de translação é o que ela faz em torno do Sol, acompanhando a Terra. Sua duração é de um ano, como o da Terra, portanto, 365 dias.
O movimento de rotação é o que ela faz em torno do seu próprio eixo.
O movimento de revolução é o que ela faz ao redor da Terra.

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Os movimentos de rotação e revolução têm a mesma duração, pois são realizados, em tempos iguais, num período aproximado de 28 dias.
Este período de 28 dias, em que a Lua gira ao redor da Terra e ao redor de si mesma se chama mês lunar. O número de dias do mês lunar é diferente do número de dias do mês da Terra.
O tempo que a Terra leva para girar ao redor do Sol, que é de 365 dias, se chama ano terrestre, e o tempo que a Lua leva para girar, junto com a Terra, ao redor do Sol, se chama ano lunar.
LARGURA E DISTÂNCIA

A Lua tem pouco mais de um quarto da largura do nosso planeta, ou seja, 3.474 Km de diâmetro. Sua massa é 1/81 da massa da Terra. Gira numa órbita elíptica ao redor da Terra, fazendo com que, ao longo dessa trajetória, ela atinja um ponto mais próximo, conhecido como perigeu (363.104 Km) e um mais distante, conhecido como apogeu (405.696 Km) da Terra.

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Faces da Lua
Como a Terra e a Lua giram no mesmo tempo e no mesmo sentido nós vemos sempre a mesma face da Lua.
Isto acontece porque a força de gravidade que um planeta, em órbita, exerce sobre um objeto é maior na parte do objeto com maior massa, portanto a face da Lua que tem mais massa fica sempre voltada para a Terra.
A outra face é a chamada face oculta.

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Tamanho da Lua
A Lua é muito grande, mede 38 milhões de quilômetros quadrados de área, e tem 3,474 quilômetros de diâmetro, mas é 13 vezes menor que a Terra.
Com 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.
Distância da Lua
A distância média da Lua à Terra é de aproximadamente 384 000 quilômetros.
Se pudessemos ir de avião até ela, nós levariamos 16 dias para chegar.
Marés
Não há água na Lua, mas ela meche com as águas da Terra, formando as marés.

Marés: A atração gravitacional exercida pela Lua sobre a Terra e, em menor escala, da atração gravitacional exercida pelo Sol sobre a Terra faz com que ocorram as marés na Terra. Enquanto a Terra gira no seu movimento diário, o bojo de água continua sempre apontando aproximadamente na direção da Lua. Em um certo momento, um certo ponto da Terra estará embaixo da Lua e terá maré alta (épocas de lua Cheia, e lua Nova, quando a Lua e a Terra estão ‘alinhadas’). Aproximadamente seis horas mais tarde (6h 12m), a rotação da Terra terá levado esse ponto a 90° da Lua, e ele terá maré baixa. Dali a mais seis horas e doze minutos, o mesmo ponto estará a 180° da Lua, e terá maré alta novamente. Portanto as marés acontecem duas vezes a cada 24h 48, que é a duração do dia lunar.

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Como a órbita (trajetória que um astro descreve ao redor de outro) da Lua ao redor da Terra é irregular, tem pontos em que a Lua está mais próxima da Terra e pontos em que está mais distante.
No ponto em que a Terra está mais próximo da Lua as águas dos mares e dos rios sobem, formando as marés altas, e no ponto em que está mais distante as águas abaixam, formando as marés baixas.
Fases da Lua
Um dia você olha para o céu e vê a Lua muito clara, em outros dias ela está clara só pela metade e em outros está toda escura.
Por que será? Será que a Lua muda de formato?
Não, ela não muda, ela é sempre redonda, são os raios solares que desenham várias formas sobre ela.
A parte clara que vemos na Lua é o desenho que os raios solares fazem sobre ela.
O formato das luas quarto-crescente e quarto-minguante é diferente nos hemisférios Norte e Sul.
Para entender o porque desta diferença é necessário saber o que é hemisfério.

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Formato das Luas Quarto Crescente e Quarto Minguante
A lua Quarto Crescente tem o formato de um C (crescendo) e a lua Quarto Minguante tem o formato de um D (decrescendo, minguando).
Mas estes formatos mudam de um hemisfério para outro.
Vista do hemisfério Sul (metade de baixo da Terra), a aparência do quarto-crescente lembra a letra “C”, de crescente, mas no hemisfério Norte (metade de cima), ao contrário, a Lua crescente se parece com um “D”. Também na fase Quarto Crescente, se dá o mesmo, no hemisfério Sul a Lua tem a forma da letra “D”, enquanto que no hemisfério Norte podemos ver a forma da letra “C”.
Isto acontece devido a inclinação da Terra em relação ao Sol e da Lua em relação à Terra.
Veja na figura abaixo, que a Terra gira inclinada em relação ao seu eixo e que esta inclinação vai se modificando conforme ela gira ao redor do Sol (observe a claridade dos hemisférios).
Veja na figura abaixo, que a Lua também gira inclinada em relação ao seu eixo e que esta inclinação vai se modificando conforme a inclinação da Terra em relação ao Sol.
Veja na figura abaixo, que o plano de rotação da Lua em torno da Terra é inclinado em relação ao plano de rotação da Terra ao redor do Sol, por isso quem estiver no hemisfério Sul verá a Lua passando no sentido horário, e quem estiver no hemisfério norte verá a Lua passando no sentido anti horário. A Lua no hemisfério Sul terá a forma de D (ela é decrescente) e no hemisfério Norte terá a forma de C, mas ela também é decrescente, muda o formato mas não muda a fase, pois a Lua será crescente nos dois hemisférios.

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Se a paisagem abaixo estiver localizada no hemisfério Norte, você verá a lua quarto crescente como na figura à esquerda, mas se estiver no hemisfério Sul, você a verá como na figura à direita. Um eclipse acontece sempre que um corpo entra na sombra de outro. Assim, quando a Lua entra na sombra da Terra, acontece um eclipse lunar. Quando a Terra é atingida pela sombra da Lua, acontece um eclipse solar.

ECLIPSE SOLAR E LUNAR


imageEclipse Lunar –Formas

imageEclipse Lunar

ECLIPSE SOLAR E LUNAR

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Eclipses para 2023

S/L

Tipo

Data

Tempo (UT)

Posição

Saros #

Saros #

Gamma

Magnitude

Duração

SD Partial

SD Total

Solar

Hybrid

20 Apr 2023

04:12:18

29°Ar50’11”

129

7 North

-0,395

1,013

0:16

Lunar

Appulse

5 May 2023

17:33:50

14°Sc58’11”

141

1,035

0,041

0:00

0:00

Solar

Annular

14 Oct 2023

17:54:55

21°Li07’33”

134

7 South

0,375

0,952

0:17

Lunar

Partial

28 Oct 2023

20:23:49

05°Ta09’04”

146

0,947

0,127

0:00

0:40



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